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Marcadores Tumorais

Os marcadores tumorais são substâncias produzidas pelos tumores e que podem ser medidas na corrente sanguínea ou detectadas nos tecidos. São exames utilizados para o diagnóstico, rastreamento e monitoramento de diversas neoplasias. O Laboratório Anchieta realiza em sua rotina diária os marcadores tumorais abaixo citados Os pricipais marcadores tumorais existentes hoje em dia e acessíveis à população brasileira são:

ANTÍGENO PROSTÁTICO ESPECÍFICO (PSA)

O marcador tumoral de maior utilidade clínica desenvolvido até hoje é o PSA. Costuma-se dividir o tratamento do câncer de próstata em duas eras: a era pré-PSA e a era pós-PSA, tal a mudança provocada pela sua adoção no diagnóstico e no tratamento desta neoplasia.Muitos estudos demonstraram que o PSA é útil para o diagnóstico do câncer de próstata. Em geral, o valor preditivo positivo do PSA é de 20% em pacientes com valores ligeiramente elevados (entre 4,0 e 10,0 ng/ml), e de 60% em pacientes com valores de PSA superiores a 10 ng/ml

CA-125

O antígeno carboidrato 125 (CA-125) está elevado (acima de 30 U/ml) em 50% dos carcinomas de ovário estádio clínico I, em 90% dos estádios clínicos II, e em 83% dos carcinomas ovarianos em geral. Pode encontrar-se elevado em várias neoplasias, tais como: tumores malignos e benignos de ovário, câncer de endométrio, câncer de mama, câncer de pulmão, câncer de bexiga, hepatocarcinoma, mola hidatiforme e linfoma não-Hodgkin. Condições clínicas ginecológicas, tais como endometriose, cistos hemorrágicos ovarianos, menstruação, doença inflamatória pélvica aguda e o terceiro trimestre de gestação podem estar acompanhadas de elevação dos níveis de CA-125. Outras entidades clínicas também estão associadas à elevação do CA-125, como por exemplo a pancreatite aguda, doenças inflamatórias intestinais, cirrose hepática, hepatite crônica ativa, diverticulite, pericardite, poliarterite nodosa, síndrome de Sjöegren, lúpus eritematoso sistêmico e nefropatias com elevação de creatinina.

O CA-125 tem sido pesquisado como parte integrante do rastreamento do câncer de ovário. Habitualmente, 75% dos cânceres de ovário apresentam-se com doença extra-ovariana, devido à freqüente ausência de sintomas nas fases iniciais. Todavia, a prática do rastreamento para o câncer de ovário encontra uma série de limitações.

CA-19.9

O CA-19-9 é um antígeno carboidrato de superfície celular, sendo também conhecido como antígeno de Lewis.
O CA-19-9 parece ser hoje um dos mais sensíveis e específicos marcadores usados para o diagnóstico diferencial do câncer de pâncreas e de vesícula, apresentando 79,4% de sensibilidade e 79,2% de especificidade quando maior que 20 unid/mL. No momento, a maior aplicabilidade do uso do CA-19.9 seria a de avaliar resposta à quimioterapia do câncer de pâncreas, já que a utilização de métodos de imagem é bastante limitada para este fim. No tocante ao câncer colorretal, dados atuais são insuficientes para recomendar o uso rotineiro do CA-19.9 para rastreamento, diagnóstico e para monitorização de tratamento de pacientes portadores desta neoplasia.

ANTÍGENO CARCINOEMBRIONÁRIO (CEA)

O antígeno carcinoembriônico (CEA) é o protótipo do marcador tumoral que tem sido extensivamente investigado desde sua identificação em 1965. Na presença de neoplasia maligna, níveis elevados de CEA são detectados em 9% dos teratomas de testículo e em aproximadamente 85% dos casos de carcinoma colorretal metastático. Níveis elevados de CEA são também encontrados em outras neoplasias malignas, como por exemplo pulmão (52% a 77%), pâncreas (61% a 68%), trato gastrintestinal (40% a 60%), neoplasia primária do fígado (40% a 60%) trato biliar (80%), tireóide (50% a 70%), cérvix (42% a 50%), e mama (30% a 50%). Algumas condições não-malignas podem apresentar elevação do CEA, tais como doenças hepáticas (hepatite alcoólica, hepatite crônica ativa, hepatite biliar primária e icterícia obstrutiva), doenças intestinais (úlcera péptica, pancreatites, diverticulites, doença inflamatória intestinal), doença fibrocística da mama, bronquite, tabagismo e insuficiência renal.

O CEA está elevado em aproximadamente um terço dos pacientes portadores de câncer primário do estômago. Sua sensibilidade é baixa, mas quando em níveis elevados, geralmente denota doença metastática. Níveis elevados de CEA no pré-operatório de pacientes com câncer gástrico parecem estar associados a um pior prognóstico.

O CEA pode ser útil no tratamento e no diagnóstico do câncer de vesícula biliar. Em vigência da suspeita dessa neoplasia, uma elevação do CEA tem uma elevada especificidade, apesar de pouca sensibilidade.

CA 15-3

O Ca 15-3 é um marcador que se eleva freqüentemente no câncer de mama. O valor normal de referência é de 25 u/ml. Níveis elevados de CA 15-3 foram observados em várias outras neoplasias, tais como câncer de ovário, câncer de pulmão, câncer de cólon, hepatocarcinoma e linfomas. Níveis elevados de CA-15-3 são também observados em várias outras doenças, tais como hepatite crônica, tuberculose, sarcoidose, lúpus eritematoso sistêmico. Desta forma, devido à baixa especificidade e sensibilidade, o CA-15-3 não é recomendado para diagnóstico.

ALFA-FETOPROTEÍNA, BETA-HCG E DESIDROGENASE LÁTICA

Estes marcadores tumorais são bastante úteis no estadiamento e no seguimento de pacientes portadores de tumores de células germinativas.

A alfa-fetoproteína tem valores normais de 15 ng/ml. Aumentos de alfa-fetoproteína em pacientes com tumores de células germinativas de testículo denotam a presença de componente não-seminomatoso, assim como presença de tumores não-disgerminomatosos em pacientes com tumores de células germinativas de ovário. A vida média da alfa-fetoproteína é de cinco a sete dias. Este marcador tem sido também utilizado no diagnóstico de pacientes com carcinoma hepatocelular, em conjunto com a ultra-sonografia abdominal.

A gonadotropina coriônica humana é composta por duas subunidades (alfa e beta). Pode estar elevada em tumores de células germinativas do tipo seminomatoso e não-seminomatoso (testiculares) e disgerminomatosos e não-disgerminomatosos (ovarianos). Sua meia-vida é de 18 a 36 horas.

A desidrogenase lática tem valor prognóstico independente em pacientes com tumores de células germinativas, sendo a sua determinação parte do estadiamento, juntamente com a alfa-fetoproteína e o beta-HCG.

REFERÊNCIAS
Uso dos Marcadores Tumorais na Prática Clínica Dr. Rodrigo Cunha Guimarães
Dr. Victor Hugo Rodrigues
Dr. Charles Andree Joseph de Pádua
Dr. Fernando Antônio Fernandes Andrade
Serviço de Oncologia do Hospital da Baleia
(Fundação Benjamim Guimarães), Belo Horizonte – MG.

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